Ser lobinho, lobo é…

By on 23 de janeiro de 2017

Dadas as peculiaridades do Ramo Lobinho, faz-se necessária uma breve análise de conjuntura da relação da existência desse Ramo com outros dentro do Movimento Escoteiro.

O trabalho com crianças em idade pueril remonta da preocupação com os irmãos mais novos que acompanhavam os escoteiros (jovens com 12 anos ou mais) e que ficavam, em dado momento, ociosos ou que buscavam imitar pelo exemplo as atividades de seus irmãos mais velhos. Este tema passou a ser de interesse a Baden-Powell a partir da necessidade de tornar aquelas crianças também produtivas, objetivando que as crianças desenvolvessem uma capacidade abstrativa e ativa de maneira satisfatória frente às necessidades decorrentes da realidade local de ociosidade e marginalização.

Conforme houvesse já criado o Movimento e o Método Escoteiros, BP solicitou a Vera Barclay que desenvolvesse os estudos e as produções necessárias à organização do Lobismo, criando uma metodologia que ensina a vida em equipe sob os aportes das leis que se pode extrair do Livro da Jângal, de Rudyard Kipling, quais sejam:

  1. O lobinho ouve sempre os Velhos Lobos;
  2. O lobinho nunca desanima.

Dessas duas leis que, antes de mais nada busca recuperar a noção de atividade, respeito e confiança pelos mais novos aos mais velhos, nos revela também que há uma preocupação em treinar, adestrar para ser mais técnico e considerando que são lobinhos e atendem amis aos seus impulsos que às normas de convivência e respeito em sociedade. Nesse sentido, é possível que se extraia cinco máximas que decorrem das primeiras, quais sejam:

  1. O Lobinho ouve sempre os velhos lobos;
  2. O Lobinho pensa primeiro nos outros;
  3. O Lobinho abre os olhos e os ouvidos;
  4. O Lobinho é limpo e está sempre alegre;
  5. O Lobinho diz sempre a verdade.

Neste contexto de autoformação mediante reflexão e valorizando as particularidades de cada sujeito conforme a vivência do Método Escoteiro para que as relações sejam construídas no convívio e no aprendizado com os mais velhos, visto que antiguidade é, neste caso, um indicativo de maturidade, responsabilidade e amorosidade.

Ser lobinho é desfrutar de uma aprendizagem ativa mediante a prática de atividades múltiplas, atrativas e diversificadas que deem conta das multiplicidade das organizações. Neste sentido, o adulto deve ter em mente que a prática do lobismo se dá mediante a exploração da ludicidade e das atividades que incentivem a sociabilidade porque a felicidade é o fim, é o objeto maior da prática para uma vida feliz.