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Uma Receita para Chefes
Essa receita para chefes tem a cara e o perfil da AEBP, é do ano de 1949 , o autor é desconhecido... Mas é uma excelente recita, leia com atenção.
O escotismo é verdadeiramente simples, desde que se o pratique de acordo com o Método já estabelecido.
Querer fazer escotismo diferente do que está nos livros e regulamentos é dar prova de que se o desconhece, ou de querer, então, tentar uma nova obra educacional.
A simplicidade do Método Escoteiro está em sua relação com a forma com que se queira praticá-lo. Exemplifiquemos o caso: se quisermos fazer um bolo, arranjamos primeiro os ingredientes e depois seguimos uma receita (fruto da experiência e prática dos outros), o resultado é um doce gostoso, para saborearmos e oferecê-lo a outros. Entretanto, se quisermos fazer um bolo ser sabermos o que é necessário, nem tão pouco a sua receita (que é a maneira de o fazer), iremos perder muito tempo e fazer despesas, obtendo uma série de resultados negativos, até acertarmos, se o conseguirmos... Verificamos depois que tudo já estava escrito e que, com um pouco de habilidade apenas, teríamos acertado logo de início, sem perda de tempo e sem prejuízo nosso e, algumas vezes, dos outros.
Ora, o escotismo já tem sua “receita” que é a seguinte : misture-se a prática da promessa e lei escoteira com o sistema de patrulhas, bem envolvida com as provas de classe e de especialidades, obtidos todos através do maior número de atividades, levando sempre ao campo e “cozinhando” em jogos. Resultado : escotismo, pronto para ser servido pelos chefes e servir aos escoteiros e à sociedade.
Quando não se estiver fazendo assim, estar-se-á fazendo a coisa diferente de Escotismo, devemos então “voltar às origens”, isto é, seguir o que já está escrito, a “receita”, porque é ela o resultado de longa prática, e proporcionará maior prazer, não só a quem o ensina, o chefe, como também a quem o pratica, os escoteiros.
O Escotismo é tão fácil quando feito como deve ser, ou como a “receita” determina, quanto difícil, se cada Chefe quiser inventar “novo método”, nunca alcançando o verdadeiro resultado; perdendo o seu tempo, e “viciando a veia” educacional das crianças, com coisas que não tem por objetivo um resultado prático que procura a educação do corpo e do espírito para uma vida melhor.
Qualquer pessoa que não siga a Promessa, a Lei, o Sistema de Patrulha, as Provas de Classes e Especialidades, não estará praticando Escotismo, mas sim um outro método educacional, será melhor prestar esse serviço à sua moda, fora do nosso Movimento, porque este já tem o método próprio.
O nosso Movimento é de respeito aos princípios, disciplina aos regulamentos e exige boa vontade no desempenho da missão.
Chefe! Experimente seguir a “receita” do Escotismo, porque perceberá logo de início que é tão fácil, quanto prático para sí, agradável ao Movimento, e útil aos seus Escoteiros.

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